segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Medo Feliz

Mudou e eu fiquei com medo. Senti os finos fios de cobre quase acabados debaixo dos meus pés e, sem nenhuma importância, eles me fizeram tremer de medo. Acho que eu descobri e entendi...
O medo do medo me joga para muito mais longe em uma velocidade muita mais rápida, do que apenas a velha sensação de medo. 
Estranho isso, mas é. Eu não discuto com ele, não me atrevo de novo, não falo e finjo não conhecer, mas ele me procura quando eu nem lembro mais de mim. O meu pior inimigo está no poder e com papo de louco eu admito que essa montanha-russa me deixa ansiosa e em êxtase.
Ao mesmo tempo que o meu inimigo me deixa nos piores momentos é ele que me motiva a controlar a ansiedade e esperar (com calma) o momento da partida.
O meu tesão não é risco de vida, é apenas o aviso de que eu to no caminho certo. Eu já perdi o rumo de tudo isso aqui, mas aqui fica o meu sim, o meu perfeito sim para o MEU medo, que só me trás utilidades, não se assustem, essas são as minhas boas novas!




quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Vôo ou pouso?

O mundo põe medo mas dá vontade de ir. Não sei onde estou mas sei porque vim. Minha alma catavento. Abro os braços para o tempo. A metrópole assusta. Sozinha em uma cidade superpopulosa. Eu dou meu sangue aqui, fresco, jovem. Espalho gotas em um quadro, deixo rastros na arte.
É hora de jorrar, furar a carne, fundo, descobrindo os músculos, órgãos desconhecidos que moram em mim. Corto meus pedaços, pés, mãos, antebraço. Passo a língua no sangue, tem o gosto dos meus tataravós.
No corpo habita a família. Quero doar, transfundir. Que é a vida se não dermos o sangue? Pulsante, vermelho, inteiro. Auto-sacrifício é a fusão do corpo com o eterno. Deixarei aqui voando as palavras, lâminas prontas para dissecar o espírito de alguém.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Você tá louco?

Até que faça algum sentido, você será sempre o louco. Ou pelo menos o estranho, que é o que pensam, quando você abre a boca para falar algo, principalmente quando é solto no ar, em palavras curtas e grossas ou delicadas e detalhadas o que mais almeja e envergonha a população, de uma maneira GERAL.
Até que se prove o contrário, para mim é simples: esse negócio de evolução, só ficou nos bens de consumo mesmo. Qualquer que seja a nova versão do tal produto, eles ficam loucos de ansiedade e desejam tanto ao ponto de ser igual a desejar uma outra coisa...
Afinal, quem vai querer fazer algo diferente se o legal mesmo, hoje em dia, é entrar na onda do pensamento igual?
Mas se você decidiu ser do "Roque Enrow", já diria nossa Rita Lee, prepare-se que não vai ser tão fácil como você imagina...
Se você não tiver um mínimo de coerência no que diz, chato, é o apelido mais simples que lhe será atribuído, somando com a tese de que nascemos e morremos sozinhos, nesse caso a probabilidade será aumenta em no mínimo 50%, ninguém gosta de cuidar de velho, ainda mais  velho "louco". Preconceito vem em seguida da falta de respeito e assim nós fechamos a primeira etapa do que você vai encarar, se você optar isso nos dias de hoje. Mas não sinta medo disso, não sinta. O melhor sempre será a cara deles tentando entender o seu mundo.
Ninguém tira de mim a certeza de que o mundo nunca saberá lidar com a sua diferença, seja ela por dentro ou por fora, principalmente. Não deixa a evolução do teu fone ser mais importante do que a tua evolução.
Aumenta o teu limite, seja você mesmo, e verás que ser feliz é bem mais louco do que você passou a vida toda imaginando e desejando.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Perdendo o medo

É! Fazia realmente um bom tempo que eu não escrevia aqui. Aqui, porque eu sempre tenho algo escrito seja na minha mente ou em um papel, que por algum motivo chato, eu fico sem vontade de postar e acabo deixando isso aqui totalmente esquecido e desatualizado, mas eu voltei!
Voltei, pra (tentar) explicar de uma forma diferente os motivos de eu não ter vindo antes... Além de ter falado antes que não consegui postar meus textos aqui, simplesmente por não querer, ando muito sem tempo, e não tenho dúvidas de que aquela velha história que a cada fase da nossa vida que passa, nos tornamos uma pessoa cada vez mais sem tempo, para mim com certeza isso se aplica de forma mais intensa, mesmo.
E por isso estar acontecendo, qualquer atitude feita aqui seriam as minhas palavras mais sem sentido e falar de mim, também não faria sentido.
Sempre achei isso e estranhei, mas é verdade. Me conheço o suficiente pra saber cada detalhe de mim, mas confesso que a partir do momento que escrever ou falar sobre esse assunto é proposto a mim, isso se torna um desafio um pouco chato. É uma energia muito forte que circula dentro de mim, e acabo que as vezes fico sem conseguir desenvolver frases para colocar em uma fala tão curta ou até mesmo em ser ditas em um texto bobo de 20 linhas. QUE SEMPRE ficam estranhos, artificiais e bizarros ao ponto de me fazer rir, seja ele meu ou de qualquer outra pessoa.
Sem falar daquelas mini apresentações que somos obrigados a fazer quando chegamos em algum lugar em que ninguém se conhece. A vergonha nunca foi o grande problema para mim, mas sim a vergonha de saber que eu ia acabar falando alguma coisa bem tosca e todo mundo ia ficar com vontade de cair na risada.
Acho que na próxima vez, simplesmente vou falar meu nome, idade e já abrir logo o jogo falando que o que eu estarei fazendo no momento é uma das coisas que eu mais odeio na vida.
Deve ser por isso que eu sempre fico tão boba e espantada quando escuto ou leio aquelas letras tão extensas e profundas que os rappers fazem.
Mas pra quem não gosta de estar se descrevendo e acha que não sabe, até que eu consegui um bom resultado, depois de muita embromação, falar algo de mim, em um texto do meu próprio blog.







terça-feira, 24 de julho de 2012

É melhor ficar calado

Criança é um bicho muito louco, já diria minha avó.
Falo isso, porque toda vez que lembro de alguma história com elas, eu fico me perguntando porque os adultos não param um pouco, para aprender com essas coisinhas.
Dei uma passada na farmácia, minha segunda casa, e durante os poucos minutos que fiquei na fila já me valeu a pena. Logo na minha frente, tinha um moça com um bebê que devia ter menos de 2 anos.
O menino por sinal, muito esperto, tava que não parava de pegar as coisas, até que a mãe começou a fazer perguntas ao filho, querendo exercitar a fala da criança, ficou claro essa intenção, mas o que realmente me chamou atenção não foi isso.
O menino fazia uma cara de quem realmente estava entendendo o que ela falava, mas acho que não se agradava muito com o diálogo com a própria mãe. A mãe toda orgulhosa puxou papo comigo, era impossível não dar atenção à eles, pra falar a verdade, só o bebê me interessava, mas mostrei-me simpática e continuei ali.
E o bebê economizando nas palavras já estava deixando a mãe sem graça, a qual já tinha feito uma propaganda e tanto. Eis que o bebê solta um "xiu, mãe, silêncio"
Eu juro que eu tentei esconder a vontade de ri, mas não consegui. A mãe ficou toda sem graça, terminou de pagar e deu um sorrisinho de tchau, sem graça. 
Mas eu entendi a mãe, afinal, filhos são filhos...
Mas isso tudo me fez lembrar que rolava algo parecido na minha época, uma coisa de me darem água na concha quando eu era criancinha, e eram aquelas mesmo, de cozinha. Eu nunca entendia, mas as pessoas mal chegavam perto de mim, e já faziam o negócio. Padrinho, vó, mãe...
E só depois eu fui entender o porquê daquilo... PARA A CRIANÇA FALAR MAIS RÁPIDO!
Ora bolas, não tinham mais o que inventar, não? Eu tinha quase 3 anos, e as coisas só saiam pela a metade, minha mãe já estava ficando louca e a única coisa que a fonoaudióloga recomendou era que esperasse eu começar a estudar... (Mas, só pra lembrar que eu falava, não era uma criança muda)
E foi simplesmente o que aconteceu, hoje estou aqui, falando pelos os cotovelos, e ainda tem gente que fala que foi por causa da "água na conchinha".

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Solution

They're talking about you, but you're still the same.
They're talking about you, but you know how to control yourself.
They're talking about you, you will know that all is lie.
When this happens, is the time to intensify attitudes, I know, it's hard to explain, but don't let to live your old life that always had the right paths.

These words are for you to use at the time.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Contradição

Sensibilidade nunca foi o forte, mas ferir não é a dela.
Meter a boca no trombone, longe disso, mas ver as coisas se transformarem sozinhas, não é admitido.
Ser espontânea é fácil, mostrar espontaneidade nos sentimentos, difícil.
Muitos se agradam com sua presença, poucos realmente lhe agradam quando estão perto.
Quase nunca está sincronizada com os seus sonhos, mas sempre reconhece-os quando são realizados.
A opinião é forte, mas a realidade não facilita ela se erguer.
Sua maturidade é reconhecida por todos, mas se sente uma eterna criança.
Ri para não chorar, mas quando chora, o riso passa longe.
A consciência na razão é completamente correta, mas no sentimento é quase sempre incorreta.
Não suporta o limite da sociedade, mas odeia a falta de controle da mesma.
Tem capacidade de amar as coisas mais estranhas, que nada mais é, que o normal para ela.
Sabe que algumas coisas não definem moral, mas acredita fielmente que é preciso de um pouco delas, para ser alguém.
Todos vêm a evolução, mas só ela sente a evolução de forma inversa.
Não que seja alguém totalmente pessimista, mas sabe que a decepção será menos mal se for um pouco.
Acredita na mudança das coisas, mas não perde muito tempo na mudança.
Ou seja....
Acredita no clássico do rock.