segunda-feira, 5 de março de 2012

Coisas que só acontecem com aquela amiga minha.

Sempre a mesma festa, as mesmas pessoas, nada de diferente. Ela já tava de saco cheio, antigamente o que ela considerava uma boa farra, hoje nada mais era do que um ponto de encontro de pessoas que perderam a graça, ir embora (sozinha) e acordar de ressaca, pra variar.
Mas dessa vez foi diferente, a vida quis tirar uma com a cara dela, (ié-ié-ié), e JUSTAMENTE no dia que ela não coloca uma de suas roupas mais bonitas, não capricha no make, o salto já velhinho... Ela avista de longe aquele amigo E pegada em potencial.
Rola aquele papo idiota "e aí, quanto tempo, se eu fosse você nem entrava, a bebida ultimamente tá horrível, um cheiro estranho, pessoas feias, blablablá" E então o convite surge. Como não aceitar? Ela sabia que não tinha uma surpresa boa desse jeito (e como era boa) já fazia um tempinho, não pensou duas vezes e aceitou. Rumo a casa do tal amigo, que dizia morar perto, mas já se passara umas 109 quadras, e nada da merda do Flat aparecer. Chegaram, e de uma forma inteligente que só ele conseguia ser, já preparou alguns drinks e uma música gostosa. Bom, papo vai, drink vem, e o mais provável e inevitável aconteceu.
Noite linda, e amanhecia também um dia lindo, ele teria que viajar logo cedo, mas não teria problema algum, e o único desejo do rapaz foi pedir à ela que ao sair do pequeno apartamento, fechasse a porta com um pouco mais de força, pra ela ficar trancada. Até ai tudo bem.
Café tomado, bilhete escrito, tudo lindo, quando ela já está saindo, dá aquela dor de barriga filha-da-puta, não conseguiu pensar em nada e saiu correndo pro banheiro. Ato realizado, é hora de dá tchau. "COMO ASSIM ESSA MERDA NÃO QUER DESCER?" Calma, para e pensa. Assim como de costume, ideias geniais não lhe faltavam na cabeça.
Ela pegou uma SACOLA PLÁSTICA, aquelas de supermercado mesmo, e vestiu a obra prima. Ufa! Agora sim! Plaft!
Puta que pariu.
A droga do saquinho tinha ficado logo do lado do bilhete dentro de casa. E ela tinha fechado a porta com tudo!
Agora já era, a merda já tava feita (literalmente) e a única coisa que ela queria naquele momento era fugir daquela cidade e nunca mais olhar pro do dono do Flat engraçado.

Bem, mal sabia ela, que com o rapaz de All Star engraçado, ela passaria muitos anos de sua vida.

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