Esses dias andei reparando o meu lado insensível tão forte quanto nunca. Não digo em relação à convivência com as pessoas do meu meio, mas de uma forma bem generalizada aos fatos que me ocorrem.
Antigamente, quando eu era criança, qualquer pessoa chorando na minha frente, já era motivo pra eu soltar o berro a ponto da pessoa ser obrigada a me consolar, cena triste em desenho animado era sinônimo de tardes tristonhas e de reflexão (eu me envolvia de verdade), enfim, me jogava.
Afinal, por que isso mudou? Não vou dar uma de psicóloga agora, até porque não é minha intenção, mas é muito estranho pensar que isso pode estar acontecendo não só pela minha evolução humana...
Trilhões de coisas envolvem esse simples fato. Não acho legal admitir isso, porque sinceramente, não é algo que me orgulha. Mas é o que está acontecendo.
Falar é um erro? Demonstrar é um erro? Claro que não é, mas me vejo esquecendo disso, e vivendo muito o irracional.
E vergonha, não entra no papo, porque comigo não tem essa. Não sei. Ser uma pessoa de observar bastante, e deixar pra falar na hora certa, é complicado, e eu sou assim.
Bom, se eu for ficar citando todos os possíveis motivos, eu não acabo hoje, e quem muito pensa, pouco faz, não é mesmo?
Só queria aprender que, apesar das minhas palavras transmitirem, elas não são os meus sentimentos.
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