Se tornar uma pessoa mais humilde. Isso sempre foi umas das
coisas que eu mais idolatrava em mim, e idolatro até hoje. E a busca de tudo
isso foi sempre estar a fazer uma autocrítica, (que aprendi desde muito pequena, graças a Deus), a qual todo ser humano deveria
fazer, ou pelo menos tentar. Sempre que posso aproveito minhas parcelas de
egoísmo, e faço boas perguntas a mim mesma durante um banho sem pressa ou até
mesmo enquanto subo correndo as escadas da minha escola com medo de perder a
primeira aula.
Até que esses dias, depois de mais uma crise de saudade -
crônica – de algumas pessoas, percebi que os meus desejos materialistas, já não
eram tão importantes assim, o que me fez pensar que me tornar uma pessoa menos
apegada a bens materiais foi toda uma grande consequência de sentir na pele, o
que realmente significa saudade. Saudade daquele que me dava um friozinho na
barriga quando chegava perto ou saudade daquela amiga que me fazia dar risadas até doer
a barriga. Enfim, sentir saudade de dar alguns poucos passos da minha casa, e
ter noites inteiras de alegria compartilhada - que contagiava qualquer um que
chegasse perto -, que eu tinha e nem percebia o quanto era maravilhosa. Não gosto
de ficar me lastimando e não tenho paciência de quem fica também. Mas como
diria aquele velho ditado “Pior seria, se pior fosse” (adoro citar ditados, pra
dar uma de cool) aproveito toda essa onda de confusão que minha cabeça anda
passando, para desfazer-me dessas vaidades, que por toda minha vida me deixou
uma pessoa mais fútil e menos inteligente.
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